Briga generalizada mancha festa por acesso na série A-3 do Paulista

A festa dos torcedores do Batatais, felizes com o acesso à Série A2 após a
vitória contra o Marília neste domingo, não ficará registrada na memória
daqueles que foram ao estádio Oswaldo Scatena e assistiram à vitória do
Fantasma por 2 a 1.
O gramado, que poderia ser o palco das comemorações de atletas e
dirigentes, foi transformado em um campo de batalha assim que o árbitro
apitou o final da partida.
Jogadores, membros da comissão técnica e até mesmo torcedores iniciaram
uma pancadaria generalizada que fugiu do controle dos policiais militares e
do trio de arbitragem. Na súmula, o árbitro
Guilherme Ceretta de Lima relatou que a confusão foi iniciada pelo volante
Jordy Guerreiro, que teria feito gestos obcenos aos atletas do Marília que
estavam no banco de reservas.
Cinco jogadores foram expulsos: Jordy, Walker e Léo Souza, do Batatais, e
Caique e Carlos Henrique, do Marília. Segundo a descrição feita na súmula,
os jogadores do MAC chutaram a cobertura do túnel de acesso ao vestiário. A
maca do atendimento médico também em cima dos jogadores do Marília. O
auxiliar técnico do Batatais, Wagner Muller de Moraes, presente na
confusão, também foi expulso.
Quando a briga parecia ter chegado ao fim, alguns jogadores do Marília
trocaram ofensas com torcedores, e uma nova confusão se iniciou. Objetos
foram arremessados no gramado, enquanto os jogadores jogavam pedregulhos da
pista que fica em volta do campo.
Apesar da pancadaria, as duas equipes garantiram o acesso à Série A-2 do
Campeonato Paulista do ano que vem. Primeiro colocado do grupo, o Batatais
ainda faz a final contra o São Bento, campeão do outro grupo. A final será
decidida em dois jogos, sendo que a primeira será no estádio Oswaldo
Scatena, no próximo final de semana.

Jogadores de Batatais e Marília brigam após partida que deu acesso à Série A2 do Paulistão

Fonte: Revista Placar, Jornal dos Esportes, Jornal do Brasil, Jornal o globo, Tribuna de Minas e Arquivo Pessoal Márcio Guerra