Felipão reúne equipe, e palmeirenses acatam lei da mordaça nos jogos

A decisão do técnico Luiz Felipe Scolari de proibir os atletas de darem entrevistas no intervalo e logo após as partidas do Palmeiras foi acatada pelo grupo. A medida foi adotada na última quinta-feira, depois que o treinador soube das declarações de Kleber, logo após o empate em 2 a 2 com o Botafogo. Na ocasião, o atacante falou que, antes de chegar, o problema da equipe era fazer gols e agora o time sofria com o sistema defensivo – foram sete gols sofridos em três jogos.

A decisão do técnico Luiz Felipe Scolari de proibir os atletas de darem entrevistas no intervalo e logo após as partidas do Palmeiras foi acatada pelo grupo. A medida foi adotada na última quinta-feira, depois que o treinador soube das declarações de Kleber, logo após o empate em 2 a 2 com o Botafogo. Na ocasião, o atacante falou que, antes de chegar, o problema da equipe era fazer gols e agora o time sofria com o sistema defensivo – foram sete gols sofridos em três jogos.

Antes do treino desta sexta-feira, Felipão reuniu os jogadores na Academia de Futebol e explicou a nova determinação. Na coletiva de imprensa, logo depois do jogo, o treinador ameaçou multar em até R$ 10 mil quem desobedecesse a sua ordem.

– Ele conversou conosco. Não poderemos conversar com a imprensa no trajeto para o vestiário por determinação dele, mas, depois do jogo, será tudo normal. No gramado é que não pode. Foi uma determinação imposta e acatada pelo grupo – disse o atacante Ewerthon.

O novo sistema adotado por Felipão é comum na Europa, onde a imprensa só tem contato com os jogadores depois que eles já passaram pelos vestiários. Ewerthon, que passou quase dez anos no futebol europeu, afirma que não vê problemas em parar para conversar, mas seguirá a regra do treinador.

– Nunca presenciei problemas nos vestiários por causa de fatos como esse. Na Europa o pensamento é diferente. Não tem entrevistas no gramado e depois o jogador conversa com a imprensa. É uma coisa de cultura. Melhorou bastante aqui no Brasil. Antes tinha dez, 15 repórteres em campo e chegava até a atrasar a partida. Mas não vejo problemas em falar durante ou depois do jogo.

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