Futebol e Cinema: Nunca houve um craque como Heleno de Freitas

Elegante, bonito, temperamental, boêmio, brigão. A vida de Heleno de Freitas (1920-1959), jogador que fez fama no Botafogo e terminou de forma trágica, vai ser contada pelo diretor Mauro Mendonça Filho (da série “A Grande Família”, da TV Globo), em sua estreia no cinema. O projeto ainda é embrionário, mas pretende deixar de lado o formato documental e apostar numa audaciosa ficção. “Meu avô, Fred Murtinho, que jogou no Botafogo nas décadas de 30 e 40, sempre me contava a história do Heleno de Freitas”, diz. Mauro pretende mostrar a trajetória do craque formado em Direito, que barbarizava na noite carioca, desfilava no Clube dos Cafajestes e levava uma vida promíscua, Tanta farra o levaria à morte, ao contrair uma estranha sífilis, que causou demência cerebral. Nos últimos momentos, quero mostrar o contraste entre a decadência de um quase herói, esquecido, ao mesmo tempo em que todo o país comemorava em êxtase, a conquista de sua primeira Copa do Mundo, em 1958, na Suécia”, adianta Mauro Mendonça Filho. O título do filme – Ö Gilda”- refere-se ao apelido de Heleno de Freitas. Por causa de sua beleza e temperamento difícil, as torcidas adversárias passaram a compará-lo à personagem da atriz Rita Hayworth, que brilhava nos cinemas da época com o filme “Gilda”. Ofensa de altíssimo nível.

Filme: “O Gilda“

Diretor: Mauro Mendonça Filho

Duração: entre 1h30 e 2h

Elenco: não definido

Orçamento: não divulgado

Estágio: finalização do roteiro

Estreia: sem previsão