O que fica para a pátria em chuteiras?

Autora: Mônica Ribeiro (07-06-2013)

“Mascotes das Copas costumam revelar um pouco da imagem que as nações que
sediam esse megaevento esportivo desejam transmitir ao mundo. No caso da
Copa de 2014 no Brasil, temos um tatu´bola (espécie ameaçada de extinção),
que recebeu o nome de Fuleco (futebol x ecologia). Algo como futebol
ecológico ou talvez uma etnografia da ecologia no futebol.”

“Olhando para os Jogos Olímpicos de Barcelona (1992) e de Londres (2012),
percebemos que os legados não são apenas infraestruturas, mas, também, a
consolidação de uma rede de instituições, o aprimoramento, a capacitação, a
incorporação da lógica do planejamento, a consolidação do engajamento da
sociedade civil.. Enfim, o fortalecimento da cultura como eixo fundamental
da transformação humana”.

“Os Jogos Olímpicos deverão ser um momento em que essa identidade se
expressa, seja nos equipamentos com as certificações adequadas, seja nos
corredores e ampliação de ônibus nas ruas”.

“Segundo Claudio Langone, ex-secretário-executivo do Ministério do Meio
Ambiente e atual consultor para meio ambiente e sustentabilidade do
Ministério do Esporte, é a primeira vez que um governo nacional obriga os
estádios a buscarem certificações de organização reconhecidas
internacionalmente”

“Para Suzana Kahn, subsecretária de Economia Verde do Estado do Rio, pouco
se tem discutido em relação à possibilidade de mudança de hábitos e padrões
de consumo. Diz ela: os megaeventos são oportunidade rara, em que a
população está com a autoestima elevada, querendo mostrar sua casa. Não se
deve perder a chance de introduzir hábitos, pois as pessoas estão mais
receptivas.”