Tiago Leifert explica a transformação da linguagem do jornalismo esportivo

O jornalista Tiago Leifert, da Rede Globo, participou do  15º Congresso Catarinense de Rádio e Televisão nesta sexta-feira (09). Ele contou a uma platéia lotada de estudantes de comunicação e profissionais de rádio a sua trajetória profissional Tiago ficou famoso depois de implantar mudanças no jornalismo esportivo da Rede Globo de São Paulo. O jovem iniciou a carreira como repórter do tradicional “Desafio ao Galo”, programa dedicado ao futebol de várzea. Estudou jornalismo e Psicologia na Universidade de Miami e foi trainee no Jornalismo da rede norte-americana NBC. A formação fora do país abriu a cabeça do rapaz para um novo tipo de jornalismo, o de entretenimento.

Em janeiro de 2009, passou a ser o novo editor-chefe e apresentado do Globo Esporte em São Paulo, que ganhou novo formato, mais espontâneo, dispensado o uso do teleprompter, recurso que permite a leitura do texto previamente redigido sem desviar o olhar câmera. Leifert também abriu espaço para videogames e em algumas edições do programa desafia ou é desafiado por alguém para jogar uma partida. As mudanças também tiveram o objetivo de atrair o público infantil e feminino.

“O mais importante era trazer de volta para o Globo Esporte mulheres e crianças. Eu acho que é uma necessidade da TV aberta. A gente estava se comportando como se fosse um programa de cabo. Estávamos falando só para um grupo específico, de um jeito específico. E ali gente teve que atrair mais gente para poder sobreviver. É um pouco de tentativa e erro. A gente teve que fazer uma série de mudanças para que as mulheres primeiro pudessem entender o que a gente estava falando e segundo gostar do que a gente estava falando.”

Para atrair esse público, Tiago conta que o globo esporte começou a contar as histórias dos jogos e treinos, com começo, meio e fim. Foram contruídos personagens e o esporte começou a ser tratado como ficção. O resultado foi o aumento da audiência.

“No começo deu 30% de aumento. Hoje em dia, com a queda no número de ligados, eu acho que em todas as praças estão vivendo, a gente continua se mantendo com o mesmo share, lógico que o número absoluto cai, mas o share continua igual, a nossa participação continua a mesma.”

Tiago conta que em quatro anos e meio de Globo Esporte, o programa só não ficou em primeiro lugar na  audiência duas vezes. Parta ter sucesso nha profissão, ele afirma que é preciso ter paciência.

“As vezes demora 3 anos pra gente crescer, as vezes. A gente tem pressa de fazer sucesso, de ser relevante na nossa profissão e não adianta ter pressa, tem que ter paciência.”