Tupi Centenário!

26  de Maio de 1912. Nesta data, impulsionado pela Revolução Industrial, surgiu o Tupy Football Club, em Juiz de Fora-MG.
Após alguns problemas no elenco do Tupynambás, atletas insatisfeitos saíram da equipe e fundaram o Galo Carijó.
Desde então, muita coisa aconteceu ao agora centenário, Tupi.

FANTASMA DO MINEIRÃO:

Não tem como pensar no Tupi sem lembrar os anos 60 e a fantástica trajetória do Galo no maior estádio de Minas Gerais.
Após alguns anos fora do clube, Geraldo Magela, treinador da equipe júnior entre 1948 e 52 e da equipe profissional até 56, voltou em 65, conquistando a Liga de Futebol, e no ano seguinte, marcou para sempre a memória do Galo. Em 1966, o Tupi jogou contra o Cruzeiro, de Raul, Piazza e Tostão, em Juiz de Fora,  e venceu por 3×2. Por isso, o Atlético-MG convidou a equipe para enfrentá-los no Mineirão. O Tupi fez bonito e venceu por 2×1. Logo depois, mais um convite, dessa vez o América-MG, e mais uma vitória do Galo, outro 2×1. Algum tempo depois, o Tupi voltou a Belo Horizonte para um torneio de aniversário do América, que contaria com os times da capital, além de Tupi, Botafogo e Palmeiras. Durante a competição, o carijó ganhou novamente de Atlético e Cruzeiro, empatou com o Botafogo e só perdeu para o América, na final. Assim, surgiu, saindo da boca do genial comentarista Osvaldo Faria, o apelido de “Fantasma do Mineirão”. Essa série de resultados foi tão importante, que o Galo foi convidado para um amistoso preparatório da Seleção Brasileira para a Copa da Inglaterra. O resultado? Empate em 1×1.

ÍCONES:

Geraldo Magela: iniciou sua trajetória no Galo em 1947, como treinador. Depois, passou a auxiliar-técnico. Mas foi como Técnico do Fantasma do Mineirão que entrou para a história do clube.

Nariz: zagueiro do Tupi no início da carreira e, posteriormente, brilhou no Botafogo. Foi um dos convocados para a Copa do Mundo de 1938.

Tufy Ahouagi: goleiro das primeiras décadas da história do Tupi. Foi convocado e jogou pela seleção mineira.

Dimas: linha de ataque. Após jogar em um amistoso entre Tupi e a seleção do Rio de Janeiro, foi contratado para o Vasco de Maneca, Djalma e Chico, nos anos 40.

França: brilhou na campanha do Fantasma do Mineirão e, nos anos 60, no Flamengo.

João Marcio Coelho: artilheiro do Tupi e do Fluminense. Ídolo do tricolor no início dos anos 60.

João Pires: artiheiro do Fantasma do Mineirão, o jogador foi classificado como o maior ponta direita que pisou no Mineirão, depois de Garrincha. Foi ainda dirigente do clube.

Toledo: nunca saiu do Tupi – por opção! Com trajetória brilhante, o jogador é ídolo emblemático do clube.

CRISE:

Entre 1999 e 2007, o Galo viveu seu pior período financeiro, a dívida era imensa e todos os bens do clube estavam penhorados. Para evitar a falência, o Carijó vendeu parte do seu patrimônio e zerou as contas. Com isso, o Tupi é hoje um dos poucos clubes brasileiros com certidão negativa de débito.

TÍTULOS:

Nacionais:
Campeonato Brasileiro Série D: 2011

Estaduais:
Campeonato Mineiro Módulo II: 2001
Taça Minas Gerias: 2008
Campeão do Interior de Minas Gerais: 1975, 1985, 1987, 2003, 2008 e 2012.

Municipais:
Campeonato Citadino de Juiz de Fora: 1921, 1923, 1926, 1929, 1933, 1935, 1936, 1937, 1940, 1941, 1944, 1945, 1947, 1948, 1951, 1952, 1954, 1958, 1963, 1965, 1969, 1977 e 1978.
Torneiro Início da Liga de Juiz de Fora: 1922, 1924, 1926, 1928, 1933, 1936, 1946, 1947, 1948, 1952, 1953, 1954, 1955, 1957, 1963, 1964 e 1967.

Outras Conquistas:
Torneio de Integração Regional: 1975
Torneio Quadrangular Juiz de Fora 140 anos: 1990
Taça Juiz de Fora 159 anos: 2009

Elenco, Comissão Técnica e Diretoria do Galo Carijó na conquista do Brasileirão Série D de 2011

CURIOSIDADES:

“Sacolinha”: no início do clube, só havia uma maneira para garantir alguma remuneração para o elenco carijó. Após as partidas, dirigentes e jogadores seguravam as pontas de uma bandeira do clube e faziam uma espécie de volta olímpica sob as arquibancadas, para que os torcedores pudessem jogar notas e moedas, como gratidão ao espetáculo apresentado.

“Taul, canela fina”: um dos destaques do Carijó, Taul, ao dar entrevista para o radialista Jamil Saleme, acabou protagonizando uma das cenas mais engraçadas da equipe. Ele tinha canelas finas e costumava, para deixá-las mais grossas, enrolar algumas faixas. Porém, por um descuido, ele enrolou também os cabos do microfone do radialista e saiu tropeçando em tudo e em todos.

Fonte: Revista Placar, Jornal dos Esportes, Jornal do Brasil, Jornal o globo, Tribuna de Minas e Arquivo Pessoal Márcio Guerra