2013: Árbitro da FIFA apita jogo com uniforme emprestado

O árbitro Fifa, de Minas Gerais, Ricardo Marques Ribeiro, de 33 anos,
responsável pelo jogo entre Nacional e Princesa, válido pela final do
returno do Campeonato Amazonense, teve que emprestar uniforme e equipamento
para apitar o jogo. Isto porque seu material de trabalho (apito, chuteira,
cartão, roupas etc) foi esquecido em São Paulo, após conexão do voo da
companhia aérea Azul, que o trazia para Manaus.

Apesar das circunstâncias, os apetrechos chegaram ao aeroporto
Internacional Eduardo Gomes, na capital amazonense, na Zona Oeste da
cidade. Porém, só depois de 30 minutos do encerramento do confronto, na
tarde deste sábado (11), no estádio Gilberto Mestrinho, na cidade de
Manacapuru (a 86 quilômetros de Manaus), é que o material que seria
utilizado pelo juiz chegou. E, tudo, graças ao taxista Jerry Cleuber da
Silva Correia, de 23 anos.

– Um dos responsáveis pelo setor de bagagens da empresa Azul deixou a mala
no nosso ponto de taxi, que fica no aeroporto, e pediu para que eu
trouxesse aqui para Manacapuru e a entregasse ao árbitro Ricardo. Ele disse
que era a roupa do árbitro. E aí ele pagou o frete e pediu que eu viesse o
mais rápido possível pra cá, pois o juiz iria precisar da roupa. Senão, ele
não trabalharia no jogo. Ele não apitaria. Então, eu “voei” e tirei uma
hora e meia do aeroporto até Manacapuru – contou, lamentando não ter
chegado a tempo.
O jovem motorista salientou que já atua na profissão há mais de três anos
e que ainda não tinha vivenciado algo parecido.
– Apesar do pouco tempo como taxista, essa situação foi bastante
inusitada. Eu jamais imaginaria que eu ia ter que fazer isso, ainda mais,
levar a roupa de um juiz da Fifa. E olha que eu já vivi alguns imprevistos
e improváveis casos que você possa imaginar – sublinhou.

Após o embate, o mineiro Ricardo
Marques disse que o fato ocorrido no interior do Amazonas não foi a
primeira vez que aconteceu com ele.
– Já aconteceu outras vezes, sendo que minha bagagem sempre chegou a tempo
da partida. E esta foi a primeira vez que ela não chegou a tempo. Porém,
graças a Deus, deu tudo certo, pois a comissão estadual de arbitragem
arrumou uma roupa que coube muito bem em mim. Esta é a vantagem de ser
magrinho – sorriu o árbitro que pertence ao quadro Fifa desde 2009 e que
usou todo o equipamento (roupa, sapato, apito, cartão) do árbitro
amazonense, Odson.

Ricardo Marques Ribeiro teve que pegar uniforme emprestado para apitar o jogo

 

Fonte: Revista Placar, Jornal dos Esportes, Jornal do Brasil, Jornal o globo, Tribuna de Minas e Arquivo Pessoal Márcio Guerra