Bahia x Luverdense: apenas dez ingressos vendidos após protesto

A crise chegou ao Bahia, e a torcida não parece ignorar a situação. Até o início da tarde desta quarta-feira, apenas dez ingressos haviam sido vendidos para a partida entre Bahia e Luverdense, válida pela segunda fase da Copa do Brasil. Dois dos bilhetes foram comprados por uma dupla de irmãos que torcem pelo time mato-grossense e viajaram a Salvador com a equipe. Para o confronto, que será realizado na Arena Fonte Nova, dez mil ingressos foram colocados à venda.

A baixa procura por ingressos pode ser reflexo da campanha ‘Público Zero’, realizada pelos torcedores tricolores. A ideia é que ninguém marque presença no estádio nesta quarta-feira. Após a derrota de 2 a 0 no jogo de ida, em Mato Grosso, o Bahia precisa devolver o placar para levar a decisão para os pênaltis ou vencer por três gols de diferença para avançar à terceira fase da Copa do Brasil.

A pífia campanha da temporada, somada aos vexames em dois dos três Ba-Vis deste ano, têm causado a revolta de torcedores contra a diretoria do clube. O principal pedido do movimento é a renúncia do presidente Marcelo Guimarães Filho, que comanda o clube desde 2009. O grupo do dirigente está no poder desde os anos 90.

A ação, que partiu do site de torcedores ECBahia, ganhou milhares de adeptos em poucas horas. As principais organizadas do clube, adeptos do plano de torcedor oficial e embaixadas também pretendem adotar o boicote.

Nesta terça-feira, a torcida apelou para a ironia e colocou o presidente à venda por R$ 1 em um site de compras. Alheio às manifestações, Marcelo Filho tenta a contratação do um gerente de futebol. O ex-botafoguense Anderson Barros é o mais cotado para assumir o cargo no clube.

Além disso, o Bahia corre atrás de um treinador. O novo comandante da equipe só deve ser conhecido após o anúncio do gerente de futebol, mas o nome mais forte nos bastidores é o de Paulo Bonamigo, que está no Al-Shabab, dos Emirados Árabes. O último clube de Bonamigo no Brasil foi justamente o Bahia, em 2009, quando livrou o Tricolor da queda para a Série C.

Fonte: Revista Placar, Jornal dos Esportes, Jornal do Brasil, Jornal o globo, Tribuna de Minas e Arquivo Pessoal Márcio Guerra