Estádios de Futebol: Caldeirão do Diabo

Paraná

Lendas e rolos entram em campo

Caldeirão, diabo, maldição, abandono, falcatruas, CPI e disputas judiciais. Esta é a saga dos estádios do Paraná, cada um com uma história particular.

O Atlético nasceu da fusão do Internacional com o América. Em 1924. E se instalou no Estádio Joaquim Américo, conhecido como Caldeirão do Diabo, ou Baixada, inaugurado em 6 de setembro de 1914.

A briga generalizada num Atle-Tiba de 1970, causada porque uma torcedora rubro-negra arrancou a peruca de uma torcedora coxa-branca, e a invasão de abelhas africanas durante um jogo, em 1972, fazem parte do folclore do estádio, desativado desde 1985, quando a Federação Paranaense de Futebol firmou um acordo com o Atlético, obrigando-o a jogar no polêmico Pinheirão até o final do século.

Já a lenda da maldição que assola o Coritiba vem da reforma do Couto Pereira, em 1989; Um torcedor, aproveitando o fosso recém-construído, invadiu o estádio e agrediu o goleiro Rafael, do Sport. O Coritiba perdeu o mando de jogo e se recusou a comparecer em Juiz de Fora, contra o Santos, sendo punido pela CBF com o rebaixamento. Além da lenda, fica a certeza de que o Coritiba jamais terá o recorde de público do estádio, pois o número pertence ao jogo Atlético 2 x Flamengo 0, em 1983, com 65 943 pagantes. Com a reforma, a capacidade caiu de 70 para 55 mil.

O futebol paranaense, ainda, possui o controvertido Pinheirão, inauguradp em 1985, após uma negociação de uma dívida de 750 mil dólares em troca de duas mil cadeiras cativas, pelo então presidente da Federação, Onaireves Moura. Desconfiada, a Assembleia Legislativa do Estado resolveu abrir uma CPI para apurar as denúncias de irregularidade que colocam o estádio no rol das realizações “bem brasileiras”.

CALDEIRÃO DO DIABO

Nome oficial: Joaquim Américo

Capacidade: 18 000

Inauguração: 06/06/1914, Internacional 1 x Flamengo-RJ 7

Primeiro gol: Arnaldo, do Flamengo

Dimensões do Campo: 102 x 68 m

Endereço: Rua Buenos Aires, 1270, bairro Agua Verde, Curitiba-PR

Fonte: Revista Placar, Jornal dos Esportes, Jornal do Brasil, Jornal o globo, Tribuna de Minas e Arquivo Pessoal Márcio Guerra