Estádios de Futebol: Olímpico

A America é do Olímpico

A torcida tricolor em peso espremia-se em um pequeno canto do estádio Olímpico para assistir à festa. A vitória por 2 x 1 contra o Peñarol assegurava ao Grêmio o título da taça Libertadores de 1983 e tornava a noite de 29 de julho o ápice de sua história. Mais do que um momento de glória, porém, aquela transformou-se na maior batalha do estádio, inaugurado em 1954.

Não podia ser diferente. O jogo esteve empatado em 1 x 1 até os 30 minutos do segundo tempo (Caio fez para o Grêmio e Morena para os uruguaios). Foi quando o centroavante César desencantou. Com um mergulho fantástico, completou o cruzamento de Renato Gaúcho e mandou para o fundo das redes. Mesmo assim, o tricolor precisou suar muito para superar a raça – às vezes, deslealdade – dos uruguaios. Tanto que, no final da festa, o abraço emocionado entre o presidente Fábio Koff e o meia Tita, de supercílio aberto, machucou a lapela do d o dirigente que ainda viu o sangue escorrer no rosto do capitão De León no momento de erguer a taça. Era o bastante para comprovar que o Beira-Rio podia ser a maior nos números, mas jamais superará o Olímpico em emoção.

OLÍMPICO

Nome oficial: Olímpico Monumental

Capacidade: 85 000

Inauguração: 19/09/1954

Grêmio 2 x 0 Nacional de Montevidéu

Primeiro gol: Vítor (Grêmio)

Dimensões do campo: 107 x 72 m

Endereço: Largo dos campeões, s/nº, bairro Azenha, Porto Alegre, RS