Ex-vereador de Curitiba é visto em briga de torcedores em Joinville

O superintendente da Ecoparaná, empresa vinculada à Secretaria de Turismo do Paraná, e ex-vereador de Curitiba Juliano Borghetti foi flagrado entre os vândalos que se envolveram na briga entre torcedores do Atlético-PR e do Vasco da Gama, no domingo, na Arena Joinville, em Santa Catarina. Borghetti aparece no meio dos torcedores no momento da troca de agressões. Até a publicação desta matéria, a reportagem não havia conseguido contato com o superintendente ou um posicionamento oficial do governo estadual.

 

Juliano Borghetti aparece na confusão

Em nota, Juliano Borghetti afirmou frequentar jogos do Atlético-PR nos estádios há 30 anos. “Já estive em diversas cidades no Brasil e fora do país e nunca estive envolvido em nenhum episódio de violência. Foi uma atitude da qual me arrependo e por isso venho a público pedir desculpas. Reforço, porém, que não agredi ninguém, nem tampouco sofri qualquer agressão física na situação”, diz ex-vereador.

Borghetti foi vereador entre 2009 e 2012. Ele, juntamente com outros parlamentares, foi autor de um projeto de lei, aprovado pela Câmara, que dispõe sobre a identificação de torcedores nos estádios de futebol da capital paranaense. Pelo texto aprovado, os clubes de futebol são responsáveis pela identificação dos torcedores na compra dos ingressos. A proposta tramitou na Casa após a confusão envolvendo torcedores do Coritiba que depredaram o Couto Pereira, após o rebaixamento do clube para a segunda divisão do Campeonato Brasileiro, em 2009.

No dia 27 de novembro, Juliano Borghetti foi flagrado pela reportagem do RJTV urinando nas ruas do Rio de Janeiro quando o Atlético-PR disputou a final da Copa do Brasil, contra o Flamengo.

A confusão em Santa Catarina marcou a última rodada do Campeonato Brasileiro. Inclusive, a presidente Dilma Rousseff comentou o episódio. Ela condenou a violência e, por meio do microblog Twitter, afirmou que conversou com o ministro dos Esportes, Aldo Rebelo, para assegurar a presença da polícia dentro das arenas de futebol e propôs outras medidas para inibir ações violentas de torcidas organizadas.

Segurança

O proprietário da empresa de segurança Mazari, contratada pelo Atlético-PR para a partida na Arena Joinville, Arilsson Alves, afirmou ao GloboEsporte.com ter recomendado para o Furacão que contratasse um número maior de seguranças. Segundo ele, o clube não aceitou a proposta e pediu 60 pessoas. Além do efetivo disponibilizado pela firma catarinense, outros 30 homens foram contratados pela empresa Cerberus, de Curitiba, totalizando 90 pessoas para cuidar da segurança na partida. Segundo o presidente da Fundação de Esportes de Joinville, Fernando Krelling, o Atlético-PR sabia que não haveria policiamento na partida.

lves não estimou quantas pessoas seriam necessárias para fazer a segurança do jogo, mas disse que, em partidas menores, como as do Joinville, são usadas de 60 a 70. O público da partida entre Atlético-PR x Vasco foi de 8.978 pagantes. O jogo era considerado de alto risco, pois o rubro-negro ainda brigava por uma vaga na Libertadores, enquanto que o Vasco lutava contra o rebaixamento no Brasileiro.

Mazari fez a segurança dos dois últimos jogos do Atlético-PR na Arena Joinville – Náutico e Vasco – por conta da perda de dois mandos de campo em virtude da punição sofrida após confusão no clássico contra o Coritiba, na Vila Capanema, em Curitiba. Ainda conforme o proprietário da empresa, na partida contra o Náutico, foram usados 30 seguranças.

Fonte: Revista Placar, Jornal dos Esportes, Jornal do Brasil, Jornal o globo, Tribuna de Minas e Arquivo Pessoal Márcio Guerra