Mano “esquece” Dunga, inova na Seleção e se inspira no Timão de 2009

Novo técnico do Brasil prioriza o ataque em seu primeiro amistoso e faz lembrar formação com que conquistou dois títulos no Corinthians

Por Leandro Canônico – Direto de Nova Jersey, Estados unidos

Apenas quatro jogadores que estiveram na Copa do Mundo da África do Sul com o técnico Dunga foram chamados por Mano Menezes para o amistoso desta terça-feira, contra os Estados Unidos, em Nova Jersey. São eles Robinho, Ramires, Thiago Silva e Daniel Alves. Todos eles, por sinal, serão titulares na partida desta terça-feira. O GLOBOESPORTE.COM transmite o jogo ao vivo, em vídeo e com narração de Galvão Bueno, a partir das 21h.

Mas em um esquema totalmente diferente do usado no Mundial. Se lá o técnico Dunga optou por uma escalação teoricamente mais segura, no tradicional 4-4-2, o ex-corintiano mostrou que pretende inovar. Até porque escalou um time com três atacantes, dois laterais que apóiam bastante e um meia cerebral.

Esse jogador é Paulo Henrique Ganso. Algo que faltou no Mundial de 2010, já que o craque (e principal estrela) Kaká estava com problema no púbis e na coxa esquerda e não apresentou o seu melhor futebol. O camisa 10 do Santos será o responsável por municiar o trio formado por Robinho, Neymar e Alexandre Pato.

O esquema adotado por Mano para sua estreia é idêntico ao que ele usou no Corinthians no primeiro semestre de 2009. Aquele que levou o Timão ao título invicto do Campeonato Paulista e também ao sucesso na Copa do Brasil. À época, o técnico chegou a declarar que nenhum time jogava tão bem quanto o Corinthians. Mas para que o esquema dê certo na Seleção Brasileira é preciso especialmente que Robinho e Neymar ajudem na marcação, como faziam Jorge Henrique e Dentinho no Timão 2009. Caso contrário o sistema defensivo pode ficar vulnerável e as dificuldades podem ser grandes lá atrás.

O fato é que com as peças à disposição Mano Menezes pode montar uma Seleção ofensiva e bem organizada defensivamente. Algo que os brasileiros cobravam na Era Dunga, mas ele teve dificuldades para fazer. Até porque convocava mais os jogadores pela fidelidade do que pelo momento.