O bi no voo solo de garrincha

Ninguém disse, mas é como se tivessem dito: para ser bicampeão em 1962, no Chile, bastava que se fizesse tudo exatamente igual a 1958. O tempo entre uma copa e outra – suficiente para profundas mudanças no futebol – se encarregaria de convencer os defensores da ideia de que o “exatamente igual” era simplesmente impossível. Logo, o melhor era organizar, convocar, esacalar e preparar a seleção brasileira de modo o mais parecido com o que dera tão certo quatro anos antes. Pois foi o que se tentou fazer, começando pela manutenção do alto-comando. O presidente da CBD era, e continuaria sendo por muito tempo, João Havelange. O chefe da delegação, Paulo Machado de Carvalho. O treinador, Vicente Ítalo Feola. Também mantidos, o supervisor, o médico, o preparador físico, os massagistas. Se o psicólogo de 1958 já não estava, ninguém deu por falta.

 

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