O coração não resistiu

O jogo entre Internacional e Atlético-MG transcorria em ritmo dramático pelas semifinais do Campeonato Brasileiro de 1976. Os mineiros haviam saído na frente com um gol de Vantuir e o Inter só empatou aos 28 minutos do segundo tempo, com Batista. Foi quando o talento colorado entrou em ação. Uma tabela mágica, de cabeça, entre Falcão e Escurinho, colocou o camisa 5 na frente do goleiro Ortiz, no último minuto de jogo. O sem-pulo saiu forte, indefensável, e entrou no canto esquerdo da meta atleticana. A emoção foi tanta que até um torcedor colorado morreu nas arquibancadas do Beira-Rio, vítima de um ataque cardíaco. A vitória valeu a classificação para a final contra o Corinthians, quando o time gaúcho assegurou o bicampeonato brasileiro com uma vitória por 2 x 0.

Não foi a primeira vez que a emoção traiu os corações colorados. Em 1972, o Inter virou um jogo contra o Cruzeiro, aparentemente perdido por 2 x 1, para 3 x 2. Dois torcedores faleceram no próprio estádio. Prova de que o Beira-Rio presenciou os melhores momentos da história colorada, graças a um esquadrão que mexia com os corações de metade do Rio Grande.

Fonte: Revista Placar, Jornal dos Esportes, Jornal do Brasil, Jornal o globo, Tribuna de Minas e Arquivo Pessoal Márcio Guerra