Racismo: Nicolas Leóz defende punição exemplar para zagueiro argentino

Se depender de Nicolas Leóz, presidente da Confederação Sul-Americana de Futebol (Conmebol), o zagueiro Leandro Desábato, pode sofrer punição exemplar no âmbito esportivo. “Não podemos admitir o racismo no futebol. Seguramente, será punido severamente”, afirmou o dirigente. O argentino pode ser suspenso até o fim da Taçaa Libertadores – o Quilmes tem mais dois jogos na primeira fase, contra The Strongest, dia 28, e Universidad do Chile, dia 11 de maio -, mas Leóz vai aguardar o relatório do árbitro Martín Vasquez, do Uruguai, e do delegado do jogo contra o São Paulo para tomar uma decisão oficial. “Ele está fora do próximo jogo pela Libertadores”, antecipou.

O presidente da Conmebol – que esteve hoje à tarde no 34.º Distrito Policial, em São Paulo, na companhia de Marco Polo del Nero, presidente da Federação Paulista de Futebol, para conversar com Desábato – espera que a atitude tomada pela justiça brasileira com relação a Desábato sirva de exemplo para os outros países. “O racismo é um problema que se espalhou pelo mundo”, lamentou Leóz. “O futebol perde com estes incidentes.”

Apesar do incidente, Nicolas Leóz não acredita que haverá represália por parte dos argentinos, quando o São Paulo ou a seleção brasileira atuarem naquele país. “Não vejo motivos, mas estaremos atentos, caso aconteça outro problema”, afirmou.