2014: Após gol mil, Túlio planeja mais três para ultrapassar marca de Romário

Estádio cheio e torcida na expectativa do gol mil de Túlio Maravilha, segundo contagem do atacante. Momento para virar história na carreira do atleta. Depois de passar por 29 times, o artilheiro de 44 anos contava com 999 até às 17h40m do dia 8 de fevereiro. Depois que o juiz da partida entre o Araxá Esporte e Mamoré marcou um toque de mão na área do adversário, Túlio viu ali a oportunidade de se consagrar.

Apesar de concluir o que ele chamou de saga, Túlio não quer parar. O jogador afirmou que pretende cumprir o contrato de seis jogos que tem com o Araxá Esporte. Na próxima quarta-feira ele deve entrar em campo contra o Nacional de Uberaba, agora com novo objetivo: ultrapassar a marca de Romário. Para isso, precisa fazer três gols em quatro jogos. Ou mais, caso o Araxá negocie um novo acordo.

Pênalti aos 30 minutos do 1º tempo consagrou Túlio o terceiro jogador brasileiro a fazer 1.000 gols

–  Vou tentar fazer mais gols e quem sabe ultrapassar a marca de 1.002 do Romário. Se eu tiver fôlego e se o técnico estiver gostando da minha performance, quem sabe prorrogar mais um pouquinho, já que minha paixão é futebol e fazer gols. Ainda mais agora sendo ‘Túlio Maravilha mil’ – brincou.

Na festa dos mil gols, Túlio pensou nos detalhes. No primeiro momento, um beijo na bola. Com cuidado, a colocou no chão e não tinha porque temer. Assim como Pelé, como Romário, ele também faria o milésimo de pênalti. Mas ele pensou que, para deixar uma marca, teria de ser diferente. Pelé bateu no canto esquerdo, Romário fez igual e Túlio quis outro canto.

– Foi do jeito que eu queria. A chance de ser de pênalti era de 90% e como cobrador encontrei a diferença e foi no canto direito. Agradeço a todos que acreditaram no meu sonho, à minha esposa Cristiane Maravilha, aos meus filhos e ao Araxá Esporte Clube – comentou Túlio.

Difícil deixar tudo pra trás naquele momento, tudo o que o futebol já proporcionou para o jogador que se transformou em artilheiro e em ídolo. Segundo Túlio, no pênalti  a experiência falou mais alto.

– Foi o pênalti mais tranquilo que bati. Com 26 anos de carreira, já perdi 20 pênaltis, mas ali tinha certeza que ia dar certo. Eu caprichei, beijei a bola, chutei e agradeci a Deus – disse Túlio.

Túlio, comissão técnica, diretoria e companheiros de campo na comemoração