Presidente “some” de explicações, e Rinaldi adia fim do “caso Adriano”

Empresário nega evidências e diz que precisa conversar com Imperador antes de anunciar o futuro dele. Ele também descarta Washington no Fla

Por Eduardo Peixoto e Rodrigo Benchimol –  Rio de Janeiro

As faltas de Adriano foram motivo de críticas e sermões de Patrícia Amorim no início da gestão. Mas na hora de explicar a iminente saída do atacante e outras questões relacionadas ao futebol, a presidente não apareceu e deixou o empresário Gilmar Rinaldi sozinho diante dos jornalistas. Ele estranhamente negou evidências.

O Imperador já se despediu dos companheiros, não participa mais de treinos e jogos do Flamengo e conta com a viagem a Roma para finalizar o acerto. Só que, como ainda há um contrato vigente, empresário e diretoria rubro-negra criaram um grande jogo de cena.

A reunião na Gávea estendeu-se até o início da noite. Sozinho, Gilmar deixou a sede da presidência, atravessou o clube e foi à sala de entrevistas coletivas do departamento de futebol e disse que ainda precisa conversar com Adriano. Entretanto, segundo o GLOBOESPORTE.COM apurou, o atacante informou ao agente que não quer mais ficar no Brasil.

– Adriano teve problemas em dezembro e decidiu ficar naquela hora. Agora, as propostas voltaram. A Patrícia está ciente do que está acontecendo e demonstrou interesse de que ele permaneça. Vou conversar com o Adriano e saber dele. Em um ou dois dias teremos a definição se ele colta para a Europa – declarou.

Entretanto, ao avaliar o último ano de Adriano, Gilmar Rinaldi adotou o discurso de “fim de festa”.

– Até o dia 30 (de maio) ele é jogador do Flamengo. O retorno dele ao Brasil foi muito importante. Voltou a ser feliz, deu a contribuição dele ao Flamengo. Acho que se ele tomar uma decisão será normal. Se ele achar que é hora de sair –disse.

Apesar de ser empresário e amigo de Adriano, Gilmar não soube explicar por que o atacante não vai participar dos jogos contra Fluminense e Grêmio.

– Não sei. Tenho que conversar com ele para ter essa resposta.

Gilmar ainda falou rapidamente sobre o interesse do Flamengo em Whashington, que também é gerenciado por ele.

– Ele tem contrato como São Paulo e não quero que ele saia de lá.

O clube proibiu a imprensa de aguardar o fim da reunião na sede social. Havia a promessa de que após o encontro, Patrícia Amorim concedesse declarações. A dirigente avisou, via assessoria, que não falaria, mas há esperança que se pronuncie por nota oficial.

Pela primeira vez sem Adriano, ainda extraoficialmente, o Flamengo enfrenta o Fluminense nesta quarta-feira, às 19h30m (de Brasília)